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5º Festival Tecendo as Águas, Serra, Terra e Mar reuniu mais de mil pessoas em sua quinta edição

Atualizado: 14 de set.


Encenação da puxada de rede do Projeto Social Garoça - Foto Gianni D'Angelo.


O dia 27 de agosto foi presenteado com um lindo dia de sol para mais de mil pessoas que participaram do 5º Festival Tecendo as Águas, realizado no bairro São Francisco, em São Sebastião, no litoral norte de SP.

Essa quinta edição foi realizada pelo Instituto Supereco, por meio do Projeto Tecendo as Águas, Terra, Serra e Mar, pela Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM) e pela Fundação Educacional e Cultural Deodato Sant’Anna (FUNDASS), em parceria com a Petrobras e contou ainda com a colaboração de uma comissão comunitária e o apoio de uma rede de pelo menos 46 instituições que formaram uma teia valorizando o ODS 17, parceria em prol das metas, no banner de agradecimento da Tenda Mãe. Mais de 100 pessoas que acreditam no turismo sustentável com o protagonismo e o talento das comunidades e das instituições locais ofertaram a diversidade da programação, além das equipes de produção, ambientação sustentável e voluntariado como alunos da ETEC de São Sebastião, entre outros.


Apresentação de dança polinésia - Foto Divulgação.


O Festival contou com atividades para todas as idades, com mais de 30 atrações nas áreas de Sustentabilidade, Educação, Arte, Cultura, Ecoempreendedorismo, Artesanato, Turismo e Gastronomia, encantando o público que circulou entre o espaço Batuíra, o Museu do

Bairro São Francisco e a Rua Martins do Val do tradicional bairro caiçara São Francisco.


A abertura oficial do Festival, realizada no Espaço Batuíra com a benção do Padre André do Convento Nossa Senhora do Amparo, foi seguida por 16 apresentações culturais e musicais de talentos comunitários e tradicionais, além de:


Ecoempreendedoras Beco do Picaré - Foto Divulgação

  • Espaço Ecoempreendedorismo com as empreendedoras da Feira Beco do Picaré e instituições parceiras convidadas que, além da exposição e venda de seus ecoprodutos e serviços de gastronomia e artesanato, também protagonizaram um belíssimo desfile de moda sustentável em crochê da Lidia Lupetti Art Crochê;

  • Danças e atrações musicais das crianças e jovens dos Projetos sociais Garoça e Viração;

  • Oficinas de bonecas abayomi e de bijuterias com reaproveitamento de vidros marinhos retirados nos mutirões de limpeza e protagonizadas por lideranças comunitárias;

  • Mutirão de limpeza na praia e no mar com gravimetria retirando da praia São Francisco 7,400kg de microlixo;

  • Coleta e análise da água feita pelo Instituto Ilhabela Sustentável e por parceiros pela conservação do Rio Perequê Mirim, que resultou em um índice muito alto de coliformes fecais;

  • Roteiro Caminho das Águas de turismo guiado pela Gonçalves Turismo na Rua Martins do Val;

  • Palestra sobre cetáceos do Litoral Norte ministrada pelo VIVA Instituto Verde e Azul explicando a importância da preservação dos cetáceos na região;

  • Oficinas de educação ambiental ofertadas no espaço da biodiversidade marinha pelo VIVA Instituto Verde e Azul e pelo Instituto Argonauta;

  • Documentário em realidade virtual com óculos 360º produzido pelo Projeto Conexão Vertente, uma parceria entre os Comitês de Bacias Hidrográficas Litorâneos: CBH-Litoral Norte, CBH-Baixada Santista e CBH-Ribeira de Iguape e Litoral Sul;

  • Coleta de lixo eletrônico da população em troca de mudas de árvores nativas cultivadas no Viveiro Municipal pela Secretaria do Meio Ambiente;

  • Exposição fotográfica do Instituto Conservação Costeira de gestão da APA Baleia Sahy;

  • Espaço de integração instalado na Rua Martins do Val com algumas instituições e parceiros: Instituto Conservação Costeira, Parque Estadual Serra do Mar Núcleo São Sebastião, As Sementeiras, Sítio Flora Manacá, ASM Cambaquara e Projeto Desengarrafando Mentes.


Oficina de panelinha de barro Oficina de pintura de rosto


Compareceram ao evento moradores de São Sebastião, Caraguatatuba e Ilhabela, além de turistas e visitantes do Estado de São Paulo, que puderam levar suas famílias e crianças de todas as idades para aproveitar o Espaço Brincar de educação ambiental e lazer. A diversão

tomou conta nas oficinas de pintura de rosto, de panelinha de barro, ecomassinha, além de muitos ecojogos que alinharam a diversão com a educação para a proteção dos oceanos e o resgate da cultura local.

Mesa “Celebrar os Oceanos: vamos juntar um oceano de gente por esta causa”.

Foto: Gianni D'Angelo.


E para dar significado ao tema do festival “Década dos Oceanos” o anoitecer foi agraciado com a mesa "Celebrar os Oceanos: qual é a sua voz?"; que contou com a facilitação da Presidente do Instituto Supereco, Andrée Vieira, a participação do Secretário do Meio Ambiente de São Sebastião, Flávio de Queiróz abordando as políticas públicas do município

neste tema, que esteve no evento com o vice prefeito Reinaldinho Moreira; a presidente da OBME – Organização Brasileira de Mulheres Empresárias, Lilian Schiavo enaltecendo a importância das mulheres na economia circular e criativa; o representante do terceiro setor do litoral norte de SP e Roque Alves Pereira da Associação Caraguatás Ambiental, trazendo a

conexão do tema com o cenário ambiental local; a representante do CEAG – Centro de Educação Ambiental de Guarulhos, Mônica Simons que abordou a relevância da educação e do trabalho em redes com a comunidade como transformação positiva. Os destaques desta mesa foram as iniciativas de dois projetos incríveis de coleta de resíduos e limpeza de áreas litorâneas: Psicoletores representado por Fábio Fula e Guardião das Costeiras que são realizados voluntariamente na região por comunitários. “Gostei muito de ter tido a oportunidade de falar um pouco da minha experiência que faço por amor a natureza. Esse trabalho invisível de recolher lixo e microlixo em praias, costeiras, leitos de rios e mangues”, relatou Gigliardi Ferreira, responsável pela iniciativa Guardiões da Costeira.



Rede de apoiadores – ODS 17 - Foto: Gianni D'Angelo.


O evento encerrou às 22h com uma linda apresentação do Marabantu que é um grupo percussivo de maracatu de Ilhabela e teve cobertura intensa dos jovens educomunicadores desta 3ª etapa do Tecendo em conjunto com o talento dos jovens eco repórteres formados

pela 2ª edição do Projeto Tecendo as Águas. Toda produção foi publicada nas redes sociais, inserida na programação da Rádio Supereco, além das 13 lives de cobertura do evento ao vivo.

Estamos desde já nos preparando para o Festival 2023 com 3 dias seguidos de muita festa e valorização da cultura caiçara, dando visibilidade ao turismo com o protagonismo dos talentos da comunidade. Para saber mais como ser voluntário ou fazer parte da programação do próximo ano, entre em contato com o Instituto Supereco desde já.


Informações: (12) 3862-0100 ou acesse a programação completa:

www.supereco.org.br Instagram : @institutosupereco

Facebook: ProjetoTecendoasAguas


Saiba sobre o projeto Tecendo as Águas

O Tecendo as Águas foi contemplado no edital público do Programa Petrobras Socioambiental de 2012 e já está na sua 3ª etapa em parceria com a Petrobras para

gerar os impactos positivos no litoral norte de SP. Mais de 20 mil pessoas já foram

beneficiadas diretamente com o projeto em ações educativas e de recuperação ambiental. Em sua primeira etapa o Tecendo as Águas envolveu seis eixos temáticos entre eles Educação, Restauração florestal e Ecoeficiência em áreas rurais e de nascentes, Saneamento e Saúde, Caracterização de Bacias Hidrográficas, Turismo Sustentável e Educomunicação, e resultou na capacitação e mobilização de lideranças comunitárias, moradores e representantes do governo, de organizações não-governamentais e de instituições públicas e privadas, para a

formação de uma grande rede de cooperação com boas práticas de conservação e de gestão compartilhada e participativa de bacias hidrográficas, especificamente dos rios Juqueriquerê, em Caraguatatuba, e São Francisco, em São Sebastião.


E de lá para cá, essa rede foi se fortalecendo. A partir de 2018, com foco na educação ambiental e formação continuada nas áreas de pesca, turismo sustentável, artesanato, agricultura e gastronomia, além da implantação de um Sítio Escola, do Roteiro Caminho das Águas e do Programa “O Mar não está para lixo”, o projeto foi ganhando mais força e intensificando seus objetivos e impactos.


O projeto “Tecendo as Águas” conquistou dois prêmios importantes: 1º Lugar da

categoria de Preservação dos Recursos Naturais do prêmio “LIF 2015 – Clima e

Sociedade: a mudança começa em nós”, da Câmara de Comércio França-Brasil, e

ainda, "Melhores Práticas de Educação Ambiental e Gerenciamento de Recursos

Hídricos de 2014”, durante o “XII Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em

Recursos Hídricos – Água & Energia”, além da representatividade entre os melhores

projetos brasileiros selecionados pela Abong (Associação Brasileira de ONGs) para

fazer parte da delegação brasileira no Fórum Social Mundial de 2015, na Tunísia,

África.


Sobre o Instituto Supereco:

Uma OSCIP, fundada em 1994, com renomada atuação nos vários campos da

educação, comunicação, conservação e sustentabilidade e é uma das responsáveis

por fomentar e apoiar o surgimento do Projeto Beco do Picaré, a partir do “Curso de

Ecoempreendedorismo Social” (2018-2019) para a comunidade local, e hoje está na

sua terceira edição graças à parceria com a Petrobras.

Saiba mais: www.supereco.org.br


Informações para a imprensa:

Ana Carolina Gaivota MTB 47797/SP

comunicacao@supereco.org.br I WhatsApp 11 96921-8343